sábado, 19 de agosto de 2017

Apresentação da área de História na Reunião Geral do PIBID/UFMG

No dia 22 de junho de 2017, a área de História apresentou os trabalhos que vem realizando na Reunião Geral do PIBID/UFMG.

Atualmente a área de História do PIBID/UFMG está atuando em duas escolas estaduais de Belo Horizonte: a EE Pedro II, no bairro Funcionários, e a EE Walt Disney, no bairro Casa Branca.

 Apresentação PREZI da área de História do PIBID/FaE/UFMG

Apresentação da área de História na reunião geral do PIBID em junho de 2017 na FaE/UFMG em junho de 2017. 

Área de História do PIBID/UFMG após filmagens na EE Pedro II para o documentário A Voz Delas, em março de 2017.   

Estudantes da EE Wald Disney e PIBIH/História após filmagens para o documentário A Voz Delas, junho de 2017.

PIBID História UFMG em confraternização de final de semestre no Maleta, julho de 2017.

Área de História do PIBID/UFMG após reunião de 18/08/2017.


Documentário: (In)Consciência Negra


Documentário realizado pela área de história do PIBID/FaE/UFMG em 2015 com estudantes das escolas estaduais Pedro II e Alaíde Lisboa, em Belo Horizonte, MG, sobre a temática da educação e relações étnico-raciais. O documentário foi lançado no dia 20 de novembro de 2015, dia da Consciência Negra, na Fafich/UFMG.

Eu PIBIDO, e você?



#FICAPIBID

#FICAPIBID

O "Pibid" corre o risco sofrer cortes orçamentários e talvez na pior das hipóteses pode até acabar...somente com uma mobilização será possível reverter ou minimizar os problemas do atual cenário. Estamos nos organizando para pressionar os órgãos competentes e a participação de todos se faz extremamente necessária. Todas as manifestações positivas serão bem vindas.





PIBID/História - O que é?

PIBID/História - O que é?


Nós, do PIBID/História, estamos aqui para deixá-los informados das nossas atividades e das nossas participações em eventos ligados a área da educação. Nosso objetivo é que vocês saibam e tenham acesso facilitado aos projetos que estamos desenvolvendo nas escolas onde atuamos.
  • O que é o PIBID?
O Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) é uma política pública executada pelo Ministério da Educação por meio da Coordenadoria de Aperfeiçoamento do Pessoal do Ensino Superior (CAPES). O objetivo é iniciar estudantes de cursos de licenciatura em atividades de ensino durante sua formação acadêmica inicial. Na Universidade Federal de Minas Gerais, o PIBID engloba 19 áreas das licenciaturas. As atividades consistem em observar e participar da realidade de escolas de educação básica, sob a supervisão de um(a) professor(a) da instituição. A área de História está atualmente com seu grupo atuando na Escola Estadual Pedro II e naEscola Estadual Alaíde Lisboa.
            A área de História do PIBID/FaE/UFMG, iniciou suas atividades em 2010 e é composta por dez licenciandos(as), dois professores supervisores da educação básica (sendo uma da Escola Estadual Alaíde Lisboa de Oliveira e outro da Escola Estadual Pedro II) e um professor orientador do ensino superior. Nos últimos cinco anos, outros trinta estudantes de licenciatura em história, cinco professores de história da educação básica de quatro outras escolas, bem como uma docente do ensino superior foram bolsistas do projeto.   
A área de história inaugurou a coleção “PIBID Faz” com a publicação do livroFontes e reflexões para o ensino de história indígena e afrobrasileira: uma contribuição da área de história do PIBID/FaE/UFMG (organizado por Pablo Lima) em 2012. No ano seguinte, a área de História publicou um segundo livro: Reflexões e práticas educativas na formação docente em história (organizado por Júnia Sales Pereira, Herbert de Oliveira Timóteo e Mariano Alves Diniz Filho). 
Atualmente nas Escolas Estaduais Pedro II (Centro) e Alaíde Lisboa de Oliveira (Taquaril), a área de história do PIBID/FaE/UFMG tem os seguintes objetivos para o ano de 2015: 

1. Caderno de Campo: cada licenciado está compondo um Caderno de Campo sobre suas atividades nas escolas, incluindo observação, planejamento e participação de atividades, reuniões, regência de turma. O Caderno de Campo é a matéria prima para os relatórios semestrais, pois guarda a memória do processo vivenciado. O Caderno de Campo também conta com um Memorial de cada um dos licenciandos(as) sobre suas experiências educacionais escolares, como estudante e professor(a) em formação. 

2. Material didático: a área de História experimentará a elaboração de materiais didáticos tendo como elemento básico um texto histórico e atividades didáticas. os licenciandos, organizados em grupos ou mesmo individualmente, elaborarão diversos materiais com essas características, sobre temas diversos, que alimentarão o Blog da área.

3. Blog: trata-se de um instrumento de comunicação e armazenamento de dados pela internet que a área de história está elaborando para disponibilizar os materiais didáticos e demais reflexões e produções próprias. 

4. Artigo acadêmico: consideramos fundamental que a área de história do PIBID também realize pesquisas e socialize seus resultados com o público interessado por meio da elaboração de, pelo menos, um artigo acadêmico por semestre, de autoria coletiva entre os membros da área, a ser enviado para revistas acadêmicas. 

5. Trabalho de campo: a área de história também realizará, em 2015, pelo menos uma atividade de trabalho de campo, com o objetivo de contribuir com a formação de todos(as) que participam deste projeto inovador no campo a formação de professores de história na UFMG.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Intervenção sobre África

Uma análise da diversidade no continente africano

Bolsistas:
Armando Magno
Gisele Gonçalves
Isabella Lucch
Produção de aluna do 6º ano
Lenon Augusto
Magaly Pereira
Rúbia Carla

Supervisor:
Herbert Timóteo

CONTEXTUALIZAÇÃO

A intervenção sobre a África foi feita na semana da Consciência Negra, momento em que os estudantes da EMPEP participavam de atividades que abordavam esse assunto.  Nessa semana, os alunos do 6º ano tiveram uma palestra com o professor de história do turno da manhã, Pedro Luiz, que abordou temas sobre o continente africano e sobre as relações entre negros e brancos na atualidade, no Brasil e no mundo. Além disso, os estudantes estudaram com a professora de Inglês da escola características culturais dos países africanos que falam inglês e, com a professora de Língua Portuguesa, a análise do texto escrito pelo professor Pedro Luiz no ano anterior: “Só porque sou preto”. Dessa maneira, nossa abordagem não foi feita a partir de um terreno desconhecido, pois os educandos já haviam tido acesso a informações sobre o objeto tratado, o que facilitou nossa abordagem, uma vez que nos pautamos nos conhecimentos prévios dos alunos para explorar alguns temas, no intuito de construir e desconstruir conceitos a respeito da África.

OBJETIVOS

Dentre os objetivos dos pibidianos para com as aulas e atividades ministradas estava o trabalho com os educandos objetivando romper com visões estereotipadas sobre a população africana. Nas atividades realizadas inicialmente percebemos discursos que indicam que na África há muita pobreza, doenças e macumba. Foi essencial nesse momento a fala dos pibidianos que objetivaram trabalhar todas essas questões, trazendo também informações variadas, sobretudo, no que diz respeito à cultura africana que é vasta. Foi meta dos bolsistas mostrar aos alunos que a África é um continente em que há contrastes entre pobres e ricos. Além disso, procuramos traçar um paralelo entre África e continente americano afim de que os estudantes entendessem como essas realidades são bem parecidas.

A principal característica do projeto do PIBID História é o trabalho em grupo, supervisores e bolsistas se unem para discutir e analisar as formas de contribuir com o projeto. Não foi diferente em relação ao planejamento das intervenções, os bolsistas se reuniram duas vezes para ver as possíveis abordagens sobre o tema e sua aplicação. Na primeira reunião foram decididos os temas que deveriam ser abordados e na segunda a ordem das aulas e dos exercícios.

PLANEJAMENTO E RELATO DA AULA
 
A primeira aula de caráter introdutório visava fazer com que os alunos expressassem seus conhecimentos sobre o continente africano. Para isso introduzimos um exercício no qual eles escreveriam suas impressões sobre a África. Num primeiro momento, pensamos em problematizar com os alunos uma visão de mundo trazida por eles com novos elementos, ressaltando os contrastes existentes no continente africano.

Primeiramente, introduzimos brevemente o tema que seria desenvolvido na aula e pedimos que os estudantes fizessem um exercício em que eles relatassem aquilo que já sabiam sobre o continente. Nosso objetivo com isso era sondar o conhecimento deles sobre o tema, bem como aproveitar o que traziam para nossa aula, para tornar o assunto mais próximo daquilo que eles relatassem. Em seguida, apresentamos um slide com vários pontos do continente africano, destacando lugares luxuosos, inclusive alguns que são cartões-postais de cidades, como o de Luanda, e outros pontos menos privilegiados, mostrando condições adversas, como o de casas bem rudimentares. Nesses slides, pegamos pontos localizados nas várias regiões da África, como países ao norte, no centro, ao sul do Saara, no extremo sul do continente, etc. Para tornar a explicação mais proveitosa, inserimos mapas do continente para os alunos identificarem os países aos quais estávamos nos referindo. O receio aqui era que apenas reforçássemos algo que apareceu em relatos, que a África era um país ou então que o continente teria características homogêneas, por isso buscamos separar as regiões e identificá-las claramente.

Após essa primeira exibição, nos concentramos em mostrar a variedade de aspectos culturais do continente africano como um todo. Com o vídeo Breve História da cultura africana, utilizamos algumas imagens que demonstravam a diversidade existente no continente, abordando o vestuário, comidas típicas e alimentos produzidos, tentando reforçar a pluralidade dentro da África. Os discentes demonstraram interesse no que estávamos exibindo e apresentaram demandas diferenciadas daquelas que havíamos pensado, o que nos mobilizou a pensar em novas estratégias para a segunda aula. Assim que exibimos as imagens sobre o continente africano, começamos a fazer algo parecido para a América do Sul e América Central, ou seja, destacando pontos privilegiados, associados com partes mais ricas, em contraste com situações degradantes, de miséria, como crianças se alimentando do lixo. Pretendíamos demonstrar que, embora a maioria da turma tenha conectado a ideia de África a um lugar pobre e em que as pessoas passavam fome, o continente revelava muitas outras coisas. Além disso, não é só lá que existe pobreza ou riqueza, mas em outros continentes ocorrem situações análogas.

Então, no segundo momento de nossa aula, tínhamos algumas opções para trabalhar com os estudantes dentro do tema de nossa aula, como moradia e copa do mundo, numa comparação com a realizada na África do Sul e aquela que será feita no Brasil em 2014 ou imagens sobre a religião e cultura. Privilegiamos cada uma de acordo com as perguntas que cada turma lançou a quem aplicou as oficinas. Numa turma, por exemplo, muitos alunos se interessaram pelo tema da AIDS, enquanto em outra foi  sobre a questão religiosa, da macumba, que os estudantes mais indagaram. Com isso observamos uma rica diferença existente entre as turmas de um mesmo ano, que, embora estudem assuntos comuns, conferem um sentido próprio para aquilo que veem, apreendendo de maneira diversa.

Na segunda aula, em algumas turmas, optamos por abordar dois temas: Religião e Copa do Mundo. Começamos a aula com um slide que explicava algumas  características das religiões africanas e afro-brasileiras e um vídeo intitulado "Tudo o que você sempre quis saber sobre a macumba, mas não tinha coragem de perguntar", no fim desses slides havia um pequeno exércicio que propunha a participação oral dos alunos.  Por último, iniciamos uma comparação entre a África do Sul e o Brasil no tocante a Copa do Mundo. Montamos uma apresentação que primeiramente comparasse a repartição do continente africano e a América Latina, exibimos outro vídeo que se tratava de uma reportagem sobre os problemas de desapropriação que a África do Sul enfrentou durante a Copa do Mundo de 2010. Logo em seguida apresentamos uma reportagem que tratava das desapropriações que aconteciam no Brasil devido à construção de obras para a Copa do Mundo de 2014.

No fim da atividade, eles desenvolveram um relato comparando as impressões iniciais com aquilo que haviam visto de novo sobre o continente africano, ou seja, queríamos que eles pensassem no que haviam dito inicialmente e no que conseguiram apreender com as aulas. Trabalhar diferentes pontos de vista sobre determinado assunto é uma forma proveitosa de contrapor o novo com o conhecimento prévio, fazendo com que, nesse embate, o estudante crie significações e dê novos sentidos para o que foi estudado.
RECURSOS
Para que a atividade ocorresse houve a necessidade de mobilizar alguns recursos da escola, como o computador, projetor e reprodução de textos e atividades no serviço de mecanografia. Além destes, foi feito um amplo levantamento de fontes audiovisuais sobre a temática. As referências utilizadas nas aulas serão listadas abaixo.

RESULTADOS ENCONTRADOS

Como dissemos anteriormente, foi pedido aos estudantes que escrevessem as suas impressões sobre a África, antes de desenvolvermos o assunto com eles. Alguns depoimentos mostram como estava o conhecimento sobre o continente africano, talvez motivado pelas representações trazidas pelos filmes e pela mídia, de uma forma geral e também pela história contada nos livros e nas aulas. Uma estudante da turma 6F escreveu: “Negros, escravos, elefante, pobreza, muita gente passando fome e sede”. Outro estudante, da turma 6B, escreveu: “Eu acho que lá as pessoas têm a cor da pele um pouco mais escura que a de nós, a Aids é predominante neste país, algumas pessoas são ricas e outras muito pobres, chegam a passar fome”. Nota-se neste depoimento uma confusão comum aos estudantes que é a de tratar a África como um país. Ressalte-se também a alusão à Aids, o que contribuiu para lançar expectativas na turma sobre o assunto. Alguns estudantes, trazendo o que ouviram na palestra do professor Pedro, escreveram: “Lá na África faz muito calor, fazendo com que as pessoas tenham cabelos curtos e a pele escura” (estudante da turma 6D). Outra estudante da mesma turma disse: “Os habitantes de lá têm o nariz mais largo, o cabelo mais crespo, e assim eles são por causa do lugar onde eles vivem. Se os africanos tivessem o cabelo liso, eles teriam várias feridas porque o calor aquece e o suor provocaria feridas”.

Após as intervenções, um novo texto foi pedido aos estudantes. Os depoimentos mostram uma apropriação interessante dos conteúdos abordados. Uma estudante da 6F escreveu: “Aprendi também que a África do Sul é um país e que a África do Norte é uma região... tirou um pouco da imagem que eu tinha, um lugar pobre onde só tinha tribos”. Outra escreveu: “Aprendi sobre a macumba, que é um estilo de dança tocada por uma pessoa que chama macumbeiro. Não gostei das condições que o governo deixa o povo na época da Copa”. Uma estudante da turma 6C, mostrando muita sensibilidade, deu o seguinte depoimento: “Elas na maioria são pobres, mas pobres de alimentos ou móveis ou água, luz, mas não pobres de alma, pois eles são ricos de beleza, de felicidade, pois se adaptaram com o que tinham e têm orgulho de ser quem são”. Finalmente, um depoimento de uma aluna da turma 6B mostra que os objetivos da intervenção foram alcançados. Ela escreveu: “Nem todo o continente africano é pobre e nem todo o continente é rico, é uma variedade de povos, religiões, classes sociais, animais, etc. A África nem é como a maioria das pessoas pensam e nem o que a mídia mostra!”

CONCLUSÃO

Acreditamos que a nossa intervenção proporcionou interações muito positivas. Apesar de alguns alunos mostrarem resistências em desconstruir visões preestabelecidas por suas vivências acerca das religiões de matriz africana, percebemos que a turma, isso inclui os alunos que se incomodaram com o tema, tiveram grande interesse pelo assunto. Também ficou claro a facilidade com que os estudantes passaram a compreende África como um continente diverso nos aspectos econômicos, sociais e culturais, bem como, na América central e Latina.

Notamos também como os alunos estão afinados com o processo de desapropriação que está ocorrendo nas capitais sedes da Copa do mundo de 2014. Esse é um tema ainda presente e bastante vivo, visto que, ele foi uma das grandes bandeiras das recentes manifestações de junho, das quais os alunos possuem grande interesse e as vivenciaram como sujeitos históricos. A última consideração a ser feita sobre essas intervenções é sobre a importância de se trabalhar os esses temas, pois são questões de grande potencial para estabelecer debates sobre esses assuntos que, frequentemente, não são valorizados nas práticas correntes do ensino de história.

REFERÊNCIAS DAS AULAS E DO TEXTO

Parte do contraste:

Parte de Religião;
Parte da Copa do mundo;

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Ciclo de conversas sobre o trabalho infanto juvenil.




Pelas observações coletivas de sala de aula, temos constatado que os momentos e estratégias pedagógicas que potencializam as interações discursivas vêm despertando maior interesse e, por conseguinte, motivando a maior participação de nossos alunos nos debates sobre determinados temas dos conteúdos históricos. Esses momentos e estratégias vêm permitindo a produção de novos sentidos e a emersão de conhecimentos diversos sobre os temas que enriquecem nossas conversas e reconstroem significados.

Diante desta constatação e do fato de já termos tido uma experiência positiva, nestas mesmas turmas, com Roda de Conversas, propusemos para os alunos do 8º ano do ensino fundamental da Escola Municipal Professora Eleonora Pieruccetti, realizarmos um conjunto de atividades, cuja temática é a Revolução Industrial, especificamente discutindo o trabalho infanto juvenil.

Assim planejamos e desenvolvemos três atividades expostas a seguir:

1ª atividade – Roda de conversas sobre Revolução Industrial e Trabalho Infanto Juvenil:
Neste momento discutiu-se com a turma a situação do trabalhador com o advento da Revolução Industrial. Os alunos puderam demonstrar a apropriação de informações sobre a Revolução Industrial e sobre seus efeitos sobre o trabalho e sobre o trabalhador. Foi um momento importante para discutir o capitalismo industrial e as sociedades contemporâneas. Exploramos as relações de trabalho construídas no final do século XVII e século XIX, mudanças e permanências. 

A partir das imagens abaixo, exploramos também os conhecimentos que possuíam sobre o trabalho infanto-juvenil. Ficou claro nas turmas participantes o trabalho infanto-juvenil como necessidade das famílias dos trabalhadores, mas também como parte da exploração sobre o trabalho.

                                                                                

Disponível em http://historiaatevoce.blogspot.com.br/2013/08/criancas-trabalhando-nas-fabricas.html. Acesso em: 27 out. 2013
Disponível em http://historiaatevoce.blogspot.com.br/2013/08/criancas-trabalhando-nas-fabricas.html. Acesso em: 27 out. 2013
Disponível em : http://thewe.cc/weplanet/news/children/children_unions.htm. Acesso em: 24 de out. 2013
Disponível em : http://thewe.cc/weplanet/news/children/children_unions.htm. Acesso em: 24 de out. 2013
Disponível em : http://thewe.cc/weplanet/news/children/children_unions.htm. Acesso em: 24 de out. 2013
Disponível em http://sociedadeeeconomia.blogspot.com.br/2010/06/trabalho-infantil.html. Acesso em: 27 out  2013.
Disponível em : http://thewe.cc/weplanet/news/children/children_unions.htm. Acesso em: 24 de out. 2013
Disponível em: http://www.environmentalgraffiti.com/news-spitalfields-nippers-children-londons-slums-100-years-ago?image=2. Acesso em 24 de out. 2013
Jornal O Alto Acre. Disponível em http://oaltoacre.com/arquivo/index.php?option=com_content&view=article&id=12577:acre-aparece-em-3o-lugar-no-ranking-do-trabalho-infantil-no-norte&catid=15:acre&Itemid=135. Acesso em: 27 out. 2013
Campanha “Trabalho infantil: deixar de estudar é um dos riscos”. Disponível em : http://www.saude.al.gov.br/categorias/vigilanciaemsaude/saudedotrabalhador?page=12. Acesso em 27 de out. 2013
Folha de Pernambuco. Disponível em http://www.folhape.com.br/cms/opencms/folhape/pt/geral/brasil/arqs/2013/04/0334.html. Acesso em 27 de out. 2013

2ª atividade – Vida Maria:
Buscamos, por meio da exibição do vídeo Vida Maria http://www.youtube.com/watch?v=zHQqpI_522M deslocar o olhar dos alunos para um outro fato que também envolve a questão: a tradição das famílias brasileiras em permitir e incentivar o trabalho infanto juvenil. Nossa intenção foi a de problematizar pensamentos já manifestados em sala de aula, presentes na sociedade brasileira, que demonstram a naturalização do trabalho entre crianças e adolescentes. O vídeo mostra a presença da infância interrompida diante do trabalho doméstico no interior do Brasil. As mães reproduzem suas trajetórias de vida exigindo das filhas o que lhes foi exigido, negando um futuro diferente. Escrever o nome se transforma em uma linha divisória entre a tradição e a vida diferenciada.
As discussões sobre o vídeo foram feitas a partir de filipetas coladas no quadro com as palavras: mulher, permanências, destino, cotidiano, trabalho infantil, e no final uma pergunta para ser discutida: O que “desenhar o nome” significa no cenário de Vida Maria?”

3ª Atividade – produção de texto em dupla.
Como uma das formas de sistematização propusemos uma produção de texto com a seguinte orientação: Vocês acham que o trabalho infanto juvenil é opção do brasileiro ou é uma situação imposta pelas condições culturais e socioeconômicas?


Relato do desenvolvimento das atividades:
No primeiro dia do ciclo de conversas o debate foi um pouco tímido e não envolveu todos os alunos da sala. Com relação a isso, levantamos duas hipóteses: a primeira se fundamenta no fato dos estudantes estarem sendo filmados pelos estagiários, o que pode ter sido uma das razões do acanhamento. O outro fator, atribuímos à organização da sala, que estava em círculo. Em seu centro se encontravam 8 alunos, que seriam responsáveis pelas diretrizes da discussão. Podemos perceber que, num primeiro momento, os estudantes  tiveram alguma dificuldade em transpor suas realidades sociais por aquelas de crianças que precisam trabalhar para ajudar em seu sustento. Alguns alunos se manifestaram dizendo que trabalhavam em casa, nos negócios da família e outros em programas de incentivo e amparo ao trabalho infanto juvenil, como o Jovem Aprendiz.

No segundo dia de atividades, após a exibição do curta metragem "Vida Maria", foi visível a reação dos alunos ao contexto apresentado no vídeo e a possibilidade de estar inserido nele. Ouvimos frases do tipo: "Nossa, que vida horrível!"; "Ainda bem que eu não tenho que trabalhar assim"; "Nossa, que tanto de filho.” Os estudantes identificaram as permanências, causadas pela pobreza e falta de estudos, criando até certo tipo de fobia dessa realidade. No entanto, apesar dessas reações, a atividade ganhou um contorno mas de aula expositiva do que de debate.

No terceiro e último dia, os alunos produziram redações em dupla, respondendo a pergunta citada no planejamento. A análise dos textos permitiu constatar que as discussões foram muito boas e que nossos alunos assumiram posições politicamente muito interessantes a respeito do trabalho infanto-juvenil. A Partir da correção, apreendemos que a construção sobre a ideia do trabalho infanto juvenil, que eles tinham em mente, modificou-se da inicial. Em geral os estudantes se demonstraram bastante contrários a essa perspectiva de vida, embora tenham uma concepção naturalizada, mesmo por uma questão cultural que enfrentamos em nosso país. Aparentemente, para eles, quando o trabalho é uma opção do jovem não há problemas em seu exercício, sendo essa realidade preponderante a do trabalho infanto juvenil forçado.



Algumas imagens da primeira etapa:





4 textos selecionados pelos estagiários sobre a terceira etapa:





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